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Trabalhador ou Preguiçoso, qual o perfil do profissional da indústria 4.0?

O mercado mudou, e isso não é novidade, certo? A consequência disso é que o perfil de profissionais desejados pelas empresas também. Para se ter uma ideia, no Brasil, atualmente, existem mais de 13 milhões de desempregados. Por outro lado, nos últimos dois anos, 60% das 11,8 mil vagas ofertadas nos mutirões do emprego, que reuniram grandes empresas, não foram preenchidas por falta de qualificação, segundo dados da (UGT) União Geral dos Trabalhadores.

Diante desse quadro, o que o mercado tem esperado dos profissionais?

Seria um perfil mais “Deus ajuda quem cedo madruga.” (Ditado Popular) ou “Eu sempre escolho uma pessoa preguiçosa para fazer um trabalho difícil… Porque ela encontrará uma forma fácil de fazê-lo.” (Bill Gates)?

As duas citações acima representam dois perfis bem distintos de pessoas: o trabalhador e o preguiçoso.

E para os dias atuais, em que o tempo está sempre escasso e com uma lista interminável de tarefas a ser realizada, qual perfil você deseja ser ou, se tiver que contratar, qual empregaria?

Novo mercado exige novo perfil de profissionais

Quando conversamos com pessoas da geração Baby Boomer (nascidas entre 1945 e 1960) vamos ouvir deles que os profissionais valorizados em sua época eram aqueles com muitos anos de registro em carteira em uma só empresa.

Inclusive, o maior medo era o de “sujar a carteira”, o que significava permanecer poucos meses ou poucos anos numa mesma companhia. Isso sempre prejudicava o profissional para a próxima entrevista.

Entre as características valorizadas pelos empregadores dessa época estavam fidelidade, esforço, pontualidade, capacidade de trabalhar em equipe e subordinação.

Assim como na Revolução Industrial, a era da Indústria 4.0 marca um novo divisor de águas na história, influenciando todos os aspectos da vida cotidiana. A tecnologia está presente no dia a dia da maioria das pessoas, independentemente do local onde moram — na cidade ou no campo — ou a posição que ocupam — estudantes, profissionais operacionais, táticos ou estratégicos.

Com a evolução tecnológica já presente nas empresas e que, com certeza, continuará avançando com inteligência artificial, internet das coisas, etc., surge à necessidade de novos profissionais e com características bem diferentes daquelas das gerações anteriores. Esses novos profissionais precisam ter conhecimento técnico, mas uma visão mais multidisciplinar, ser colaborativo, flexível, ter senso crítico e foco em resultados.

Ou seja, neste novo tempo o profissional esforçado do ditado “Deus ajuda quem cedo madruga” é preterido diante do profissional mencionado na frase de Bill Gates.

Você é um preguiçoso?

Warren Buffet, investidor e filantropo americano, frequentemente citado entre os mais ricos da lista da Revista Forbes, classifica os profissionais em quatro perfis:

Pouco inteligente e preguiçoso
São os que exercem as atividades que são divididas em partes, programando tarefas rotineiras, criando políticas e procedimentos que removem qualquer necessidade de julgamento. As pessoas desta categoria apenas executam e são facilmente substituíveis.

Pouco Inteligente e Energético
Esses profissionais causam “nada além de dano”. Para Warren, eles deveriam ser demitidos imediatamente. Apesar das boas intenções, muitas vezes criam mais trabalho para os outros. São incompetentes proativos, costumam insistir no erro e tem dificuldades de dar ouvido para outras pessoas.

Inteligente e Energético
São profissionais adequados para a gerência média.  Bons ensinadores, seguros, confiáveis, controladores, focados e determinados em alcançar os resultados desejados e prontos para oferecer apoio.

Inteligente e preguiçoso
Esse é um perfil indicado para os lideres da Indústria 4.0, uma vez que possuem a clareza intelectual e a postura necessárias para decisões difíceis.

São profissionais que delegam e confiam nas pessoas para fazer seu trabalho e tem a coragem de assumir riscos. Possuem o perfil ideal para inovação e para estimular equipes, pois não aceitam assumir toda a responsabilidade de um projeto.

Totalmente descentralizadores permitem que os liderados se fortaleçam e tomem o projeto como seus. Questionadores por natureza, detestam atividades improdutivas como reuniões, papeladas e burocracia. Valorizam o resultado em relação ao esforço. Eles gostam de desafios, o que os tornam mais corajosos para inovar, tentar coisas diferentes e até desafiar seus superiores, se necessário.

O profissional ideal

A preguiça, considerada um dos pecados capitais, geralmente é vista com maus olhos, mas o profissional preguiçoso citado por Gates é aquele inteligente o suficiente para reconhecer que uma tarefa vai dar muito trabalho e que busca a solução mais fácil e indolor possível para conclui-la.

Ou seja, são profissionais que contribuem efetivamente para a inovação, que trabalham para encontrar soluções que, com menos tempo, esforço e até menor investimento, geram mais resultados.

Isso nos leva ao cenário em que a busca pela inovação contínua deve ser uma premissa para profissionais e empresas que querem continuar crescendo num mercado em constante movimento, e no qual a construção de soluções disruptivas está, na maioria dos casos de sucesso, atrelada ao uso da tecnologia.

Por último queremos deixar aqui um questionamento para você refletir: sua equipe está engajada em encontrar novas tecnologias e formas de otimizar a rotina de trabalho e a prestação de serviço aos seus clientes?

Precisa de uma mãozinha para se reinventar? Veja como podemos contribuir no processo de transformação digital do seu negócio.

 

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